sexta-feira, 22 de junho de 2007

A SINISTRA VERDADE SOBRE O CRUEL ASSASSINATO DE JEAN CHARLES DE MENEZES, NA ESTACAO DE METRO DE STOCKWELL, LONDRES.

A SINISTRA VERDADE SOBRE O CRUEL ASSASSINATO DE JEAN CHARLES DE MENEZES, NA ESTACAO DE METRO DE STOCKWELL, LONDRES.

Londres, 22 de Junho de 2007.

Acabo de chegar da estacao de metro de Stockwell, onde fui conhecer e filmar o memorial de Jean Charles de Menezes. La conheci a Cris, uma das pessoas que cuidam do memorial, o qual fica do lado da estacao.


Cris e uma Grega bem timida, nao gosta de dar entrevistas, com um sorriso lindo e uma gentileza inigualavel. Enquanto limpava o limo dos vazos de flores de plastico feitos de garrafas de 1 litro d’agua, depositadas por pessoas que passam por ali todos os dias, me fui chegando e conversando.


Ela muito bem me recebeu e ao mesmo tempo que ia falando com dezenas de pessoas que iam passando, como por exemplo o jornaleiro, senhoras inglesas, alguns moradores de rua inexistentes nas estatisticas londrinas, ia me contando a verdadeira e inacreditavel historia da morte de Jean.


Cada dia que passa vou conhecendo e me envolvendo mais nesse caso cruel de assassinato a sangue frio, cometido por, pelo menos, 10 policiais da Scotland Yard, policia secreta britanica. Eu havia acabado de chegar da embaixada Brasileira, onde preenchi um documento – “Formulario de matricula de cidadao Brasileiro”, valido ate 25 de Dezembro de 2011, para me proteger das ameacas do inspetor Tak, chefe da policia do parlamento ingles, feitas a dois dias, quando me acusou de terrorista, dizendo que ira me matar assim que tiver uma chance.


Cris, aos poucos, foi perdendo sua linda e sincera timidez, e comecou a me revelar a assombrosa verdade sobre esse caso. Ela disse: “Jean estava sendo seguido desde o momento em que saiu de sua casa e foi classificado pelos policiais como branco caucasiano do norte, a classificao de branco mais puro, para a policia Inglesa”. Ela continuou dizendo que “Jean chegou na porta da estacao (ali ao ldao de onde estavamos conversando), e pegou um jornal, normalmente, como faz qualquer pessoa.”


E ela disse emocionada: “O que me surpreendeu, foi que, ao contrario do que a imprensa Inglesa divulgou, Jean nao pulou a roleta, nao estava com roupas de inverno, e sim com roupas de verao e sem mala nenhuma!”, como todos podem ver, na fotografia de seu corpo estirado no chao do vagao do trem do metro.


Mas a historia e mais bizarra ainda! Cris conta a historia verdadeira embasada no depoimento de Lana Vandenberghe, uma das pessoas que teve acesso aos documentos oficiais da policia Britanica, e revelou ao mundo todos os crueis detalhes desse assassinato a sangue frio. Lana foi presa, despejada de sua casa pela outra moradora e teve serios problemas de alimentacao na cadeia, devido a maus tratos cometidos pelos policiais.






“Jean desceu normalmente a escada rolante e esperou seu trem. Nao correu em momento algum, como a policia diz ate hoje, e entrou no trem normalmente e calmamente”. A policia deveria revelar ao publica as imagens do sistema de vigilancia, existente em toda a cidade de londres, cctv. Essa cidade e um gigantesco big brother. Eu nao sou proibido de filmar, mas o Estado tem o direito de nos vigiar e quando necessario o sistema, para averiguacao das evidencias, e negado.


Eu, realmente, ja estava com o coracao na boca, pois cheguei no memorial de trem e vim pela mesma estacao a qual a policia assassinou Jean. Fiquei imaginando onde seria o local de sua execucao, e aos poucos a historia foi se transformando num drama tragico, e ainda se transforma, escrevo para tentar aliviar a dor e indignacao!


“Jean entrou no trem e sentou normalmente, como qualquer pessoa, foi ai que entraram os policiais, cerca de dez, a paisana, e o imobilizaram no chao”. Essa e a hora mais cruel, e que mais me chocou e chocou Cris. Ela disse, “esse foi o momento mais marcante para mim, pois Jean estava imobilizado no chao, ja detido, e os policiais, usando balas dum-dum, criadas aqui na Inglaterra e proibidas pela convencao de Haia, desde 1899, o executaram com 7 tiros na cabeca e 1 no ombro”.
Nesse momento o sangue me subiu a cabeca, pois estava ali ao vivo, sentindo tudo, hoje, dia 22 de Junho, 1 ano e 11 meses depois… Falanmdo com uma testemunha viva… Ouvindo a historia da raiz.


O chefe da policia local, Ian Blair, soube de todos os fatos imediatamente, mas em um ato covarde e caracteristico do Estado facista Britanico, negou e continua negando tudo.


Cris vai ao memorial todas as sextas ferias e repete, carinhosamente, a limpeza
dos vazos, comprando flores numa barraca ao lado de uma senhora muito simpatico. l. Cris diz que muitas pessoas passam pelo memorial e se emocionam, ja outras mexem nas fotos, destroem as velas, pisam nas flores e falam brabaridades.


Cris disse tambem que os policies vao todos os meses arrancar as flores e os artigos que ela coloca no memorial, mas ela tem copia de tudo, e insistentemnte repoem tudo o que pode.
No final, ela acende cerca de 7 velas brancas e vai embora pelo mesmo metro o qual Jean Chrlaes de Menezes foi cruelmente assassinado. Vi muitas fotos da familia de Jean, fotos de sua mae e seu pai muito tristes e tranparecendo a dor de perder um filho jovem, devido a um Estado que tem poder de atirar para matar, garantido por lei, Kratos.
O embaixador Brasileiro me disse, em entrevista hoje a tarde, que esteve com autoridades Inglesas hoje, e que o caso Jean Charles vai demorar para ser resolvido. Tudo indica que vai dar em pizza. Fico pensando se fosse a policia Brasileira que tivesse matado um Ingles no metro da Tijuca o de Copacabana, o que seria. Ou se fosse um Italiano que tivesse matado um Espanhol no metro de Londres, mas parece que a policia Inglesa esta acima da lei. 007 e o estupido esteriotipo porpurinado desse sistema facista excludente.


Dia 22 de Julho de 2007 fazem 2 anos desse cruel, repugnante, covarde e ultrajante assassinato… De um Brasileiro que apenas queria viver. Luz Jean! Voce nunca foi terrorista! Ass: Paulo Duarte Guimaraes.

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