terça-feira, 28 de junho de 2011

Kambralla - Repolho Radioativo

Nossa Galeria o universo, ocupar espacos publicos dever de casa, circulacao do pensamento, romper impossivel, realizar inanimado, onirico sonho de fato, conteudos complexos em movimento, sistema institucionalizado morto operando a logica do Estado, ciclo.


Outro Muro ignorado... porta, porto, caminho, chave, escolha. A logica do discurso cotidiano descreve a intimidade da humanidade doentia, neurose, resultado do mesmo, o polvo clama por liberdade, os Ministerios estao em reforma, a organizacao social dos Tupinambas nao mais, materias estao em transformacao, ruim & bom, a partida foi dada, o agora eh o enterro do morto, instituicao da morte... nesse momento EAV - Escola de Artes Viscerais.



Muro, linha... delirantes triades galopantes, errantes, cosnciencia. Luz & sombra, sofrimento, lembro... livre & preso estamos ao mesmo tempo. Construcao, limite, espaco, ocupacao do capital, tomada de poder, colonizacao, exploracao, violencia, ordem urbana, controle, fazer valer legislacao.


Espacos institucionalizados abandonados, a todo segundo a humanidade produz  monumentos estaticos, resquicios arqueologicos do ciclo inevitavel, geracao pos-catastrofe, falta de significado, passagem, fim. 


A tecnologia em desenvolvimento garante o mesmo, enquanto esses expoem conteudos psicogeniformes, Kambralla opera o Acidente Fortuito das encruzilhadas, reinauguracao do agora, exposicao, vernisage, vinho tinto & $angue. Nosso galerista, o despacho, nossa coluna social, patrulha da zero hora, nosso critico, o policial, a giria da alegria o rabo do galo de quintal.


No final da madruga... terral, antes plantacao de Caju, Sacopenapa, Porto do Sol, Jardins secretos da Guanabara.


sexta-feira, 10 de junho de 2011

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Bomba Verde

Acidente Fortuito,
"o bomba verde"
http://www.youtube.com/watch?v=EIcT5wwvs_o

domingo, 15 de maio de 2011

"Universus" historia - 1997 - 2011


UNIVERSUS - estudo








UNIVERSUS 1997 - 2011
Universus eh o q sobrou daquilo tudo agora, eh o q dah pra ser feito com o q tem, acidente fortuito, erro, coisa tosca, merda, inesperado, chegada, engodo, ilusao, mentira, copia, colagem, energia latente, ganbiarra, casa do caralho, coisa sinistra, fino linho, o inalcancavel, o impossivel, revira volta, raiva em tons pasteis, azul do mar, branco das nuvens, flor no meio da multidao.
O primeiro UNIVERSUS foi parido em 1997 no ALFANDEGA, no armazem do Cais do Porto, mesmo sem nome no convite Aimbere deixou executar a montagem do negocio. Utilizamos o lixo do armazem q estava em baixo do palco, canos de plastico grossos e finos, arames... UNIVERSUS vem da necessidade de articular particulas, rede, nucleos, formar tecido, unir, interagir, tecer, desfazendo em tons oniricos a viagem psico-pompica, rizoma.
As profundezas do inferno honestamente ensinam, eh no cemiterio dos mortos vivos onde a raiz da arvore mais frondoza bebe a agua da vida, lah observei as pedras do poco humido onde a luz nao chega, o calor vem do bafo dos seres obscuros. UNIVERSUS, coisa descontrolado, obnubilada, hesferica e disformica, coisa publica, democracia de fato, participacao direta, ato.
Em 1998 peguei barbantes do atelie de minha mae, comecei a ligar objetos a outros.
Na casinha comecei de novo a coisa. A articulacao saiu da casa, foi pra Vila, tomou rumo, a Universidade. No Cambralha de 1998, sob severa critica, o UNIVERSUS se fez presente, com mais de 10 toneladas de sucatas da instituicao da morte, mais de 500 quilos de roupas, mais de 10 quilometros de barbantes... 100 alunos fazendo a coisa existir. Quando um professor pos-doutorado falou em sala q o UNIVERSUS eh arte contemporanea, tudo comecou a ficar normal no meio da loucura.
O UNIVERSUS, na PUC-Rio, mesmo sendo um espaco extremamente elitista, colocou para mais de 10 mil alunos, professores e moradores das redondesas, o q essa universidade representa, nao somente o Vaticano e o Estado brasileiro, mas os construtos pedagogicos q regem a educacao nacional. O maior educador brasileiro disse no Cambralha q  o UNIVERSUS lembra "O Ministerio da Educacao, somente colocando fogo e comecando tudo de novo”. Lauro de Oliveira Lima, Tunga, Cabelo, Chacal e muitos outros pensadores falaram, cantaram, recitaram de baixo do UNIVERSUS naquela semana. 
O UNIVERSUS mostra tudo aquilo q nao queremos ver, bem de perto, sao energias arquetipicas em movimento altamente destrutivas, incontrolaveis, independentes. Talvez essa fosse uma definicao de cinema, "Energias arquetipicas em movimento". 
No ano seguinte, em 1999, uma menina perguntou se era possivel o UNIVRSUS no MAM, no festival Glauber Rocha, a sincronicidade dos elementos alquimicos se fizeram valer, o UNIVERSUS foi parr por lah...
UNIVERSUS PUC-Rio 1998 - montagem

UNIVERSUS montagem

 UNIVERSUS PUC-Rio - fragmento


 UNIVERSUS montagem


 UNIVERSUS desmontagem Cambralha 10.10.10


segunda-feira, 9 de maio de 2011

"Fragmento Galaxial"



“Universus, fragmentos Galaxiais.”

Capítulo 01
Todo silêncio da força do tempo se encontra nessa intenção, silêncio, pureza imaculada, fortalecimento e sangue quente. No começo tudo é água silenciosa, com os deuses escondidos nela.
Tudo acabou de começar, a cidade em seu vapor liquefeito, num Estado lastimável, continua a funcionar. O atividade do plantão está me esperando para solitário chegar até o cume da colina, no caminho me socializo com Batoré, com as cabras e o cavalo, todos soltos no mato. As galinhas ciscam, o gavião de cima da árvore observa, é meio dia, hora do almoço.
Meus braços giram, meu corpo levita, enterrado nas profundezas da terra, minhas raízes me conectam, pairo depois do sol dourado, vivo além dos três estados, onde quero, com o rei, a rainha & todo o império.
A doença se propaga em linha reta, desordenadamente sincrônica com a resposta do eco dos movimentos dos corpus iluminados, é a vez de outro ciclo, o antigo caminho parece mudar mas é apenas outro ângulo do mesmo. Os astros flutuam, o grande planeta se aproxima, passo as matérias em viagem descontroladas, meu corpo queima, meu espírito continua de braços abertos pelo universo. O girador passa num cometa, as formas geométricas de cores vivas atuam com os numinosos pequeninos, o cavalo pula a janela comigo montado nele, o idioma codificado começa a fazer sentido pra mim.
Capítulo 02
A arte recomeçou das cinzas, a Phoenix, a Lótus, o Anjo Negro e as folhas que caem… a partir daí o inverno se vai. O melhor dia é segunda-feira aqui no cemitério dos mortos vivos, sombra coletiva, a professora armeniana que ensina um pouco na escola da vida. Alguns pássaros cantam a noite, depende da intensidade das energias da terra com as correntes do fundo do mar, as marés de fogo e a vontade de Deus. Diabo me olha de perto. O calor toma o hemisfério sul, domado letárgico, suor e gozo. As águas do mar limpam o fora de controle, põe de volta o material perdido, se equilibram as fases da lua, abrigam legiões distantes, fronteira cósmica, as ruas são outra coisa. É nesse lugar dos monstros devoradores que está guardada a pedra dilacerada, preciosa, quanto mais feroz o dragão mais bela a princesa.
Capitulo 03
As memórias afetivas populares resistem, as batalhas perdidas reafirmam a causa, a guerra está por revelar o obvio utopico, outras esquinas, Monan respira, a Guanabara urge em plenitude no alto do azul, na areia branca, matas e pedreiras de Xangô-Agodô, Justiceiro anunciador.
Enquanto a batalha se trava no alto, em baixo o jogo não para, o ser humano é escravo do mesmo, da culpa, da doença, do medo do medo e, da morte. Desvio quando impossível. De repente as coisas deram certo, agora bebo bebida cara, pelo menos até amanhã… Aí então uma sardinha, uma dose de cachaça e carnaval… até o dia raia, depois é outro casamento.
Capítuol 04
Diabo – Meu sangue é o seu vinho, seu tesão meu caminho, minha cura sua aventura, minha loucura seu destino, tudo esturdindo.
Viandante – O silêncio nos traz esse encontro.
Diabo – A arte das vísceras é o meu alimento, a merda a comida clandestina, o sexo a nossa oração maldita, o beijo o segredo proibido, a libertação sexual, loucura dos reprimidos.
Viandante – O medo é o meu destino, sou afrodisíaco, tenho mel no corpo, sou o poeta morto.
Diabo – quanto mais longe mais perto, quanto mais tu foges, mais te capturo. Outro trago, a sua concepção do tempo me faz inexato, a minha morena o seu rabo, sou o nadador do lago.
Viandante – Abro sua janela, amigo endemonizado, transpasso-a alucinada, sinto o coracao do universo, durmo em seus bracos.
Diabo – a decomposição é o ritmo do meu coração, estou tentando acordar, a prisão é o sonho acordado da realidade cotidiana absurda, gosto com o sol, gozo da lua.
Viandante – No inferno do inverno sempre floresce primavera de amor, atrás de mim as grades, na frente possibilidades, você obedece o que sou, me defende, me guarda, cumprimos prisão perpétua, nada é pra sempre, o além é outra coisa.
Diabo – A sua terapia é a minha mania, sua loucura minha alegria, sua herança minha dinastia, seus sonhos minha putaria. Sou escravo alforriado, venho do quilombo do alto, da antiga aldeia criminosamente incendiada. Sua associação de idéias meu jogo, os números naturais, osso, o volume o torto, muitos dos conteúdos profundos estão trancados no calabouço.
Viandante – Agora o sol poente está laranja, colorindo as muralhas altas de Jerusalém antiga, o barbudo que passou debaixo do arco, andei pelo deserto amarelo, nadei no vermelho mar, no monte de mais um começo, agora volto pra eu-mesmo.
Final
Nascimento, parto, porta, porto…
A tortura do corpo denuncia o processo da alma. Um cigarro um trago, agora sem muita paciência, é hora de ser calmo. Duas laranjas sob a mesa, um fogão improvisado e alguns livros roubados, falta pouco pra liberdade imediata.
A ignorância denuncia a covardia, a retomada da antiga Guanabara se faz necessária. A falta de significado mata outro ídolo descartável, as formas preenchidas por matéria confusa se alteram na dança da caçamba. No fim, a sensação é a mesma, o escuro estronda oprimindo.
Os peixes me acompanham, a sobriedade é o reencontrar da vida, sonho arcaico, onirico, medonho. As pessoas continuam com esquecidos tesouros submersos, a escola da morte se propaga em linha reta, a sociedade não tão atraente agora ejacula gozo pra todo lado, o Anjo Negro continua aqui. A paciência diminui ao extremo, lembro, reconheço parcialmente o terreiro, cabeça feita, banho de cachoeira.

                         

terça-feira, 26 de abril de 2011

FLORBELA ESPANCA


"TORRE DE NEVOA"
(Poetas mortos)

Subi ao alto, a minha Torre esguia,
Feita de fumo, e luar,
E pus-me, comovida, a conversar
Com os poetas mortos, todo o dia.

Contei-lhes os meus sonhos, a alegria
Dos versos que sao meus, do meu sonhar,
E todos os poetas, a chorar,
Responderam-me entao - Que fantasia,

Crianca doida e crente! Nos tambem
Tivemos ilusoes, como ninguem,
E tudo nos fugiu, tudo morreu!...

Calaram-se os poetas, tristemente...
E eh desde entao que eu choro amargamente
Na minha Torre esquiga junto ao ceu!...








sábado, 23 de abril de 2011

23 de Abril de 2009, dia em q emergi.



Diabo – A sua associação de idéias é o meu jogo, os números naturais o osso, o volume, o morto(torto), muitos dos conteúdos profundos estão trancados aqui no calabouço.
(eu) Paulo Duarte – Agora o sol está no alto, na Jerusalém antiga, aquele barbudo passou por debaixo do arco, andei pelo deserto amarelo, nadei no mar vermelho, no monte do começo, vou encontrando eu-mesmo.

Cap. 04 fim (final)
Nascimento, parto, porta, porto... A tortura do corpo denuncia o processo da alma. Um cigarro um trago, agora sem muita paciência, é hora de ser calmo. Duas laranjas sob a mesa, um fogão improvisado e alguns livros roubados. A ignorância denuncia a covardia, realizar a retomada da antiga Guanabara dos Tupinambás é necessário. A falta de significado mata outro ídolo descartável, as formas preenchidas por matéria confusa se alteram na dança da caçamba. No fim, a sensação é a mesma, o escuro estronda e oprime! Os peixes me acompanham, a sobriedade é o reencontrar, o relembrar inconfundível da vida, sonho arcaico. As pessoas continuam com seus tesouros submersos, a escola da morte se propaga em linha reta, a sociedade não tão atraente agora, ejacula gozo pra todo lado, o Anjo Negro continua aqui. A paciência diminui ao extremo, lembro, reconheço parcialmente meu terreiro, cabeça feita, banho de cachoeira.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Serie - Agua

No comeco eh tudo agua silenciosa, com os seres escondidos nela... depois emergi sob o final, buraco, entre a luz e a escuridao existo. Agora o sol sobe, as paredes alaranjadas me ensinam sobre aquilo q esqueci, acidente fortuito, agua, chegada.













Descobrimento do Brasil??



Talvez o mais perverso conteudo programatico das instituicoes da morte, ou escolas brasileiras, salve 0,1%, eh a parte q trata da "descoberta do Brasil". 


Obviamente q os construtos teoricos q estruturam o programa pedagogico dessas instituicoes sao um cardapio de uma pizzaria carioca, faltando ainda muito para ser uma pizzaria paulistana.


O Estado brasileiro possui um programe educacional falido, incapaz de proporcionar as necessidades existenciais do cidadao.


Em 1491, foi avistada e documentada pelos cronistas, naos na costa carioca, assim como na Bahia e em outros estados brasileiros. 


O Brasil "Ze carioca", eh uma invencao europeia, ateh hoje acreditamos e nos comportamos como sociedade-colonia de exploracao, a pesar de a partir de 2003, com o governo Lula, outras portas terem comecado a serem abertas.


Entre 1500 e 1576, qnd os ultimos Tupinambas provindos da Guanabara foram exterminados em Cabo Frio, mais de 3 milhoes  migraram para a ilha de Tupinambarana, hoje estado do Para. 


Mais de 70 milhoes de nativos, segundo Strauss, foram assassinados entre 1500 e 1576. Sinceramente nao entendo o motivo dos festejos, deveriam ser realizadas missas em memoria das centenas de milhares de pessoas chacinadas cruelmente nessa data, A MAIOR CHACINA DA HISTORIA DA HUMANINDADE! ainda velada...


Entre1500 e 1576, os europeus q vinham para o Brasil, eram prisioneiros, desertores do exercito, pessoas internadas em manicomios, doentes leprosos, sifiliticos, povo de rua, mercenarios e aventureiros, os quais estupraram as brasileiras, dando origem a nova geracao de brasileiros. A palavra Brasil eh difundida poraqui a mais de 5 mil anos, q vem dos "Brasis", populacao originaria do Brasil a milhares de anos.


O brasileiro mais antigo data de 105 mil anos A.C., encontrado na Lagoa Santa, sul do Brasil. Existem desenhos pictoricos de 10 mil anos em muitas cavernas brasileiras...


Os Brasileiros existem a mais de 100 mil anos, nao entendo essa propaganda moderna pela exaltacao da violencia, apologia a chacina, politica de dominacao, escravidao e tudo mais de horrivel e preverso q habita o universo humano, quando eh afirmado q o Brasil foi descoberto, e pior, em 1500 D.C. (...)


Salve a memoria dos Tupinambas da Guanabara! Cunhanbebe, Grajauna, Guajupia e q seja apagado da memoria e da historia brasileira, como heroi, o traidor Arariboia, o qual se juntou ao exercito Portugues, traindo seu povo, sua cultura, sua familia, assassinando seu pares em prol de uma administracao imperialista.



Paulo Duarte Guimaraes.
Rio de Janeiro, 22 de Abril de 2011. 

quinta-feira, 21 de abril de 2011

quarta-feira, 20 de abril de 2011

'Um inferno sem lazer' de Paulo Duarte & Nilson Primitivo

Sacro-semana

Sacro è un termine storico religiosofenomenologico religioso e antropologico che indica una categoria di attributi e realtà che si aggiungono o significano ulteriormente il reale ordinariamente percepito e indicato come profano.


A profana semana estah ai... ela é uma tradição religiosa que celebra a Paixão, a Morte e a Ressurreição de Jesus Cristo. Jesus Cristo eh o maior 'garoto propaganda' de todos os tempos, a 2 mil anos nao perde seu posto na maior e mais bem sucedida empresa de todos os tempos, a igreja Catolica Apostolica Romana, a qual... nem precisamos citar... 


O mundo vive invertido, os illuminates estao no poder relativo... as massas mortas sobrevivem o pao q o diabo vomitou... ha sim, esqueci, nao pode, eh feio falar de tragedia, a realidade no universo da loucura eh severamente dopada, prostituida, numerada, encarcerada, severamente rejeitada no mundo da escuridao absoluta... 


Pulso, 
rumo a luz 
do outro lado, 
casinha branca, 
paredes antigas, 
telhas de barro...